Para cada um dos três pontos conquistados diante do Palmeiras no último domingo, coube um gol de Leandro Damião. Em cada um destes três pontos há a indelével marca deste grande Camisa 9 que honra como poucos a camisa vermelha que veste. Graças à mais uma atuação maiúscula de nosso insubstituível centroavante, conseguimos somar mais três pontos e voltamos a sonhar com a vaga na Libertadores do ano que vem.
Não fosse a perfeita atuação de Leandro Damião, dificilmente teríamos conseguido sequer um empate diante de nosso adversário paulista. Mais uma vez o Inter que vimos em campo mostrou-se um time facilmente dominável, acuado em seu campo de defesa durante todo o primeiro tempo até a metade da etapa complementar. As incontáveis faltas cometidas próximas à nossa área, os repetitivos e displicentes erros de passes no meio campo, e o reiterado isolamento tático de nosso Camisa 9, pareciam configurar mais um revés em campo para a Academia do Povo. Mas no futebol, felizmente, as aparências enganam.
Ainda no primeiro tempo além de contarmos com a sorte em um quase certo gol de bola parada do Palmeiras, tínhamos à frente de nossa meta um grande goleiro que atende pelo nome de Muriel. Sem dúvida nenhuma Muriel, assim como Damião, veste a camisa colorada e vai a campo disposto a vencer custe o que custar. Mesmo sem citarmos suas inúmeras, sempre decisivas, e por muitas vezes milagrosas defesas, - pois também das mãos de Muriel já saíram preciosos pontos neste campeonato brasileiro - dá gosto ver este jovem arqueiro falando grosso e orientando a defesa como se fosse ele o dono da braçadeira de capitão.
De minha parte, confesso que já há algum tempo a parte mais compensatória de assistir aos jogos do Inter nesta temporada, é ver como estes dois dignos colorados, Muriel e Damião, conseguem sobrepujar a apatia coletiva que parece se abater sobre nosso time a cada jogo e decidirem as partidas a nosso favor. Para mim, pois, de nada adianta bater em bêbado no conforto do lar e depois entregar 2, 3 ou 6 pontos de lambuja para qualquer time mediano que cruze nosso caminho com o argumento de "estar fora de casa" - o caso do jogo contra o Santos dispensa comentários.
Gostei muito da atuação de Moledo do último domingo, trouxe velocidade à nossa zaga, e embora o problema das bolas aéras em nossa defesa continue constante, acredito que é apartir dele - não de nenhum "General da Reserva" - que nosso técnico deva pensar nossa dupla de zaga. O que não deu para entender foi a substituição de D'Alessandro. A menos que este que vos fala esteja muitíssimo mal informado, não consta que D'Ale tenha saído sentindo alguma lesão, ou algo parecido. Tirar "Él Cabezón" e manter Andrezinho, que parecia se arrastar em campo, pois sempre chegava atrasado nas divididas, foi algo no mínimo equivocado. Desta vez, como o reslutado em campo foi positivo, tal problemática substituição não nos trouxe prejuízo, aliás, as duas últimas alterações foram corretas.
De resto Damião, mais uma vez resolveu. Coube a ele desencavar mais três importantíssimos gols que recolocaram o Inter na disputa por uma vaga na Libertadores. Até quando Damião seguirá no Inter? Temo que não mais do que até a abertura da janela Européia do meio do ano que vem. Sabemos que a situação financeira do Inter é bastante preocupante, e que a atual política de venda de jogadores a todo ano não encontra, sequer dentro dos grupos de oposição alguma objeção, ou alternativa viável. Enquanto este status quo se mantém resta-nos comemorar a cada gol do melhor centroavante colorado dos últimos tempos "como se fosse o último".
PS: Só mesmo Roth para deixar Damião no banco, e escalar Alecone em pleno mundial.
Este blog é dedicado a todos os colorados que não concebem um jogador vestindo a camisa do Clube do Povo a caminhar em campo enquanto o jogo não termina. Não importando o placar. É dedicado a todos os torcedores colorados que alguma vez protestaram formalmente por um time mais Colorado em campo, ou contra uma diretoria desonesta. É um blog de colorado para colorado, onde o Inter acima de tudo é o Clube do Povo Vermelho.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Não apenas a saída de Bolívar, queremos o Inter de volta !
Os últimos resultados obtidos em campo pelo Internacional, reacendem a chama da inconformidade entre os torcedores do Clube do Povo.
Os constantes ''apagões'' em campo, a queda do rendimento de vários jogadores, e nossa atual coadjuvância no Campeonato Brasileiro estão longe de serem frutos do acaso.No presente momento, o foco de nossos mais veementes protestos não deve ser reduzido a este ou àquele determinado jogador, ou ao ocupante de nossa casamata. O alvo de nossas críticas deve ser a atual Diretoria.
Desde a manutenção de Burroth após a inesquecível derrota nas semi-finais do Mundial de Clubes, foi possível notarmos a surdez da atual Diretoria para com grande parte da torcida colorada, que pedia a imediata demissão do treinador. Depois da tardia queda de Burroth veio à nossa casamata o Ídolo Falcão, que encheu-nos de esperança para o ano de 2011. Entretanto Falcão, ao divergir da diretoria e cobrar reforços, foi vergonhosamente escurraçado do Beira-Rio. E durante um mês tivemos que aturar Osmar Loss em nossa área técnica, e mesmo assim a torcida colorada não deixou de apoiar o time.
Em 2011: fomos eliminados da Libertadores por um aguerrido Peñarol, que com um elenco bem mais modesto do que o nosso calou o Gigante fazendo o elementar: entrar em campo com sangue nos olhos e definitivamente disposto a suar a camisa. Além disso este ano não ganhos de nenhum time grande, nem mesmo em casa. Perdemos a invencibilidade no Beira-Rio, e perdemos três vezes para o Portoalegrense. As conquistas do Ruralito e do Bi-campeonatoda Recopa (esta graças a um pênalti duvidoso) sequer serviram para embalar uma mísera sequência considerável de vítorias.
O vexatório empate de ontem contra o Santos sintetiza o que é nosso time esse ano. Na minha opinião se levássemos um eventual (e que realmente quase veio a ocorrer) quarto gol, o resultado não seria injusto. Diante disso, não podemos mais calar frente à atual diretoria. Devemos cobrá-la protestando contra esse planejamento para o futebol que prioriza o marketing e as negociações de atletas, e deixa as espectativas de nossa torcida no terceiro plano. Portanto nossa crítica não deve dirigir-se apenas à saída deste ou daquele jogador.
As bisonhas falhas de Bolívar - o General da Reserva - justificam o protesto de muitos colorados contra a apatia de nossa defesa em campo. Mas devemos reconhecer que somente a saída de Bolívar sequer atinge superficialmente os verdadeiros responsáveis pela decadência de nossa equipe. O grande número de acessos do site www.forabolivar.com (até agora 29190) demonstra que a insatisfação da torcida para com nosso time cresce mesmo após uma dita ''grande conquista'', a Recopa. É urgente que nos manifestemos!
Precisamos cobrar mais respeito por parte da atual diretoria (que até poucos dias ameaçava vender Juan grande promessa do Beira-Rio, assim como fez com Taison e Giuliano) à torcida colorada! Não podemos mais ser coniventes com o descaso para conosco! Afinal o que manteve o Inter até hoje, enfrentando as grandes dificuldades do passado, não foram apenas os ''contribuintes formais'' (sócios), mas sim toda uma torcida apaixonada que felizmente transcende em muito o apoio monetário de 106.000 sócios.
Não podemos mais ficar inertes, portão 8 já!
Os constantes ''apagões'' em campo, a queda do rendimento de vários jogadores, e nossa atual coadjuvância no Campeonato Brasileiro estão longe de serem frutos do acaso.No presente momento, o foco de nossos mais veementes protestos não deve ser reduzido a este ou àquele determinado jogador, ou ao ocupante de nossa casamata. O alvo de nossas críticas deve ser a atual Diretoria.
Desde a manutenção de Burroth após a inesquecível derrota nas semi-finais do Mundial de Clubes, foi possível notarmos a surdez da atual Diretoria para com grande parte da torcida colorada, que pedia a imediata demissão do treinador. Depois da tardia queda de Burroth veio à nossa casamata o Ídolo Falcão, que encheu-nos de esperança para o ano de 2011. Entretanto Falcão, ao divergir da diretoria e cobrar reforços, foi vergonhosamente escurraçado do Beira-Rio. E durante um mês tivemos que aturar Osmar Loss em nossa área técnica, e mesmo assim a torcida colorada não deixou de apoiar o time.
Em 2011: fomos eliminados da Libertadores por um aguerrido Peñarol, que com um elenco bem mais modesto do que o nosso calou o Gigante fazendo o elementar: entrar em campo com sangue nos olhos e definitivamente disposto a suar a camisa. Além disso este ano não ganhos de nenhum time grande, nem mesmo em casa. Perdemos a invencibilidade no Beira-Rio, e perdemos três vezes para o Portoalegrense. As conquistas do Ruralito e do Bi-campeonatoda Recopa (esta graças a um pênalti duvidoso) sequer serviram para embalar uma mísera sequência considerável de vítorias.
O vexatório empate de ontem contra o Santos sintetiza o que é nosso time esse ano. Na minha opinião se levássemos um eventual (e que realmente quase veio a ocorrer) quarto gol, o resultado não seria injusto. Diante disso, não podemos mais calar frente à atual diretoria. Devemos cobrá-la protestando contra esse planejamento para o futebol que prioriza o marketing e as negociações de atletas, e deixa as espectativas de nossa torcida no terceiro plano. Portanto nossa crítica não deve dirigir-se apenas à saída deste ou daquele jogador.
As bisonhas falhas de Bolívar - o General da Reserva - justificam o protesto de muitos colorados contra a apatia de nossa defesa em campo. Mas devemos reconhecer que somente a saída de Bolívar sequer atinge superficialmente os verdadeiros responsáveis pela decadência de nossa equipe. O grande número de acessos do site www.forabolivar.com (até agora 29190) demonstra que a insatisfação da torcida para com nosso time cresce mesmo após uma dita ''grande conquista'', a Recopa. É urgente que nos manifestemos!
Precisamos cobrar mais respeito por parte da atual diretoria (que até poucos dias ameaçava vender Juan grande promessa do Beira-Rio, assim como fez com Taison e Giuliano) à torcida colorada! Não podemos mais ser coniventes com o descaso para conosco! Afinal o que manteve o Inter até hoje, enfrentando as grandes dificuldades do passado, não foram apenas os ''contribuintes formais'' (sócios), mas sim toda uma torcida apaixonada que felizmente transcende em muito o apoio monetário de 106.000 sócios.
Não podemos mais ficar inertes, portão 8 já!
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Duvidar sempre !!!
Depois de um longo tempo de inatividade, retornamos com Portão 8.
Entre nosso último post, datado de maio, e o atual, pouca coisa mudou.
Após uma semana turbulenta, em que assistimos a queda do ídolo que ocupava nossa casamata, o Internacional acaba por impor uma derrota ao "quase lanterna do campeonato brasileiro". Depois de três derrotas em que mal entramos em campo, acabamos batendo em mais um ébrio neste campeonato brasileiro. Com dois jogos a mais temos 18 pontos, uma campanha bastante ruim se levarmos em conta a pontuação que nossos adversários já possuem com apenas 10 jogos. Com 12 jogos, cansamos de perder pontos em casa, e fora de nossos domínios, nas últimas três rodadas, sequer fomos razoavelmente efetivos a ponto de ameaçar nossos adversários. Até ontem.
Mais uma vez, ''estranhamente'', nossos jogadores recebem a "divina in$piração'' e redescobrem seu futebol, justamente às vésperas de mais uma viagem para o exterior. O contraste entre a atuação de hoje e as outras três precedentes, não é gritante visto a fraqueza do adversário. E justamente por isso devemos duvidar de toda e qualquer solução mágica para nossos gritantes problemas que queiram nos empurrar goela abaixo com ações de marketing e reportagens tendenciosas.
A saída de Falcão representou o desdobramento mais evidente do racha entre os grupos dominantes (elites) que comandam o time do povo. Politicagens e coisas do gênero fizeram com que Falcão fosse abandonado à própria sorte, sem reforços e com um grupo bastante problemático de se trabalhar. Dentro do vestiário, e principalmente dentro de campo, algumas lideranças vinculadas a certos grupos que comandam o Clube do Povo nitidamente fizeram corpo mole. O futebol desapareceu de cena, por conta de brigas entre grupos dirigentes.
Os prejudicados com isso somos nós, os torcedores colorados. Mais uma vez teremos um desempenho meia-boca no campeonato brasileiro, pois a essas alturas o título já não mais passa de um projeto para 2012. Com mais uma troca de técnico estamos nos despedindo da disputa pelo título. E quem vem aí ? Se for Cuca, aí sim estaremos perdidos de vez, e se permanecermos na série A ao fim do campeonato teremos muita sorte.
Mais uma vez nossa diretoria usa do mesmo estratagema para nos empurrar um treinador que não cumpre as mínimas exigências de nossa torcida para ocupar nossa casamata. Agora com a saída de Siegman trouxeram F9 de volta. Tudo para abrandar a rejeição de mais um treinador identificado com outras cores que não as nossas.
Vem aí a Copa Audi e a possibilidade da obtenção de alguma cifra em €uros faz com que nossos jogadores e diretoria se empenhem verdadeiramente em tal competição. Afinal qualquer soma é bem vinda para abater o déficit nas finanças do clube, propositadamente ''omitido'' da torcida e, compreensivelmente, ignorado pela imprensa esportiva do RS.
Nos últimos tempos apenas tais cifras interessam a nossos dirigentes. E um eventual bom desempenho na Copa Audi deve ser espetacularizado como uma ''grande conquista'' e virar mais um DVD. Devemos portanto, duvidar sempre desses, eventuais, opilantes triunfos em face da situação que nosso clube se encontra. Vem aí Copa do Mundo no Gigante, e certamente mais dívidas.
Entre nosso último post, datado de maio, e o atual, pouca coisa mudou.
Após uma semana turbulenta, em que assistimos a queda do ídolo que ocupava nossa casamata, o Internacional acaba por impor uma derrota ao "quase lanterna do campeonato brasileiro". Depois de três derrotas em que mal entramos em campo, acabamos batendo em mais um ébrio neste campeonato brasileiro. Com dois jogos a mais temos 18 pontos, uma campanha bastante ruim se levarmos em conta a pontuação que nossos adversários já possuem com apenas 10 jogos. Com 12 jogos, cansamos de perder pontos em casa, e fora de nossos domínios, nas últimas três rodadas, sequer fomos razoavelmente efetivos a ponto de ameaçar nossos adversários. Até ontem.
Mais uma vez, ''estranhamente'', nossos jogadores recebem a "divina in$piração'' e redescobrem seu futebol, justamente às vésperas de mais uma viagem para o exterior. O contraste entre a atuação de hoje e as outras três precedentes, não é gritante visto a fraqueza do adversário. E justamente por isso devemos duvidar de toda e qualquer solução mágica para nossos gritantes problemas que queiram nos empurrar goela abaixo com ações de marketing e reportagens tendenciosas.
A saída de Falcão representou o desdobramento mais evidente do racha entre os grupos dominantes (elites) que comandam o time do povo. Politicagens e coisas do gênero fizeram com que Falcão fosse abandonado à própria sorte, sem reforços e com um grupo bastante problemático de se trabalhar. Dentro do vestiário, e principalmente dentro de campo, algumas lideranças vinculadas a certos grupos que comandam o Clube do Povo nitidamente fizeram corpo mole. O futebol desapareceu de cena, por conta de brigas entre grupos dirigentes.
Os prejudicados com isso somos nós, os torcedores colorados. Mais uma vez teremos um desempenho meia-boca no campeonato brasileiro, pois a essas alturas o título já não mais passa de um projeto para 2012. Com mais uma troca de técnico estamos nos despedindo da disputa pelo título. E quem vem aí ? Se for Cuca, aí sim estaremos perdidos de vez, e se permanecermos na série A ao fim do campeonato teremos muita sorte.
Mais uma vez nossa diretoria usa do mesmo estratagema para nos empurrar um treinador que não cumpre as mínimas exigências de nossa torcida para ocupar nossa casamata. Agora com a saída de Siegman trouxeram F9 de volta. Tudo para abrandar a rejeição de mais um treinador identificado com outras cores que não as nossas.
Vem aí a Copa Audi e a possibilidade da obtenção de alguma cifra em €uros faz com que nossos jogadores e diretoria se empenhem verdadeiramente em tal competição. Afinal qualquer soma é bem vinda para abater o déficit nas finanças do clube, propositadamente ''omitido'' da torcida e, compreensivelmente, ignorado pela imprensa esportiva do RS.
Nos últimos tempos apenas tais cifras interessam a nossos dirigentes. E um eventual bom desempenho na Copa Audi deve ser espetacularizado como uma ''grande conquista'' e virar mais um DVD. Devemos portanto, duvidar sempre desses, eventuais, opilantes triunfos em face da situação que nosso clube se encontra. Vem aí Copa do Mundo no Gigante, e certamente mais dívidas.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Não há mais festa !
Ultimamente o ''oba-oba'' e o ''já ganhou'' está muito em voga entre grande parte da torcida do Inter.
A situação, hoje gravíssima, já fora ''denunciada'' outras vezes inclusive por outros treinadores que estiveram em nossa casamata; basta lembrar de algumas declarações de Mario Sérgio e episódios ocorridos na dita ''Era Fossati'' . Ou os colorados que me lêem esqueceram-se dos rumores de festas nas concentrações à época da chegada de Mário Sérgio? Ou pior, esqueceram-se que o time aguerrido que arrancou uma classificação heróica em La Plata, frente ao Estudiantes de Verón, foi o mesmo que semanas depois perdia para o Botafogo aceitando uma virada escalafobética?
Como podemos ver há tempos o encanto em vestir a camisa vermelha do Internacional está ausente em boa parte daqueles que entram em campo pelo Clube do Povo - e esforço-me para pensar que realmente o é em ''grande parte'' e não na totalidade dos atletas . O apagão frente ao grande Peñarol e o vergonhoso e inaceitável blecaute na virada aceita, em casa, para o portoalgrense são exemplos evidentes de que alguma atitude tem de ser tomada.
Mário Sérgio, quando de sua chegada ao Inter, ao dirigir-se ao elenco, disse para motivar o grupo que não podia haver incentivo maior para os jogadores do que vestir a camisa vermelha do Inter, o que é básico, fundamental, constitutivo da identidade colorada. Falcão, enquanto treinador, não conseguiu nem mesmo passar aos jogadores o ''sangue nos olhos'' necessário para vencer uma decisão, mesmo tendo a experiência de um verdadeiro craque em campo, em campo. Como frisamos, o problema não reside apenas em nossa casamata, é mais complexo, envolve direção, vestiário, e culmina na política adotada pelo clube nos últimos anos.
Enquanto o futebol do clube for voltado para aumentar a arrecadação por conta do aumento do número de sócios, teremos em campo uma elaboradíssima peça de marketing, mas não um time guerreiro, aguerrido, COLORADO. E enquanto continuarmos administrando o vestiário de acordo a resguardar e manter os jogadores que mais vendem mercadorias, bonecos e camisetas, e recebem quantias milhonárias todo o mês, estaremos mantendo as posturas, reitero, inaceitáveis que observamos em campo ultimamente; Mazembe, e perder para o portoalegrense em casa, decepções que tendem a tornar-se constantes.
Cabe a ti torcedor dizer não a tudo isso, ao ''oba-oba'', ao ''já ganhou'', aos jogadores que caminham em campo enquando o time perde. Mais que sócios/consumidores das mercadorias do clube, precisamos de torcida, de Portão 8, precisamos contestar essa política administrativa que enquanto esbanja cifras, caçoa de nosso apoio ao clube que amamos.
Queremos um time aguerido, sem general fardado que posa pra fotos antes do mundial e lá em campo vê o time ser derrotado e nem abre a boca. Queremos o Inter de volta, um clube de uma multidão, não apenas de alguns contribuintes.
O que reflete a postura hegemônica da torcida já há algum tempo. Veio Falcão e graças ao marketing da diretoria muitos colorados acreditaram que metafisicamente um grupo de jogadores com seríssimos problemas de vestiário, e ''motivação'' (ver: dinheiro, panelinhas e vaidades), resolveria-se graças ao toque de midas do Rei de Roma. Os últimos resultados em campo não podiam ser senão a tragédia em dois atos que assistimos pasmos, na quarta e no domingo.
A situação, hoje gravíssima, já fora ''denunciada'' outras vezes inclusive por outros treinadores que estiveram em nossa casamata; basta lembrar de algumas declarações de Mario Sérgio e episódios ocorridos na dita ''Era Fossati'' . Ou os colorados que me lêem esqueceram-se dos rumores de festas nas concentrações à época da chegada de Mário Sérgio? Ou pior, esqueceram-se que o time aguerrido que arrancou uma classificação heróica em La Plata, frente ao Estudiantes de Verón, foi o mesmo que semanas depois perdia para o Botafogo aceitando uma virada escalafobética?
Como podemos ver há tempos o encanto em vestir a camisa vermelha do Internacional está ausente em boa parte daqueles que entram em campo pelo Clube do Povo - e esforço-me para pensar que realmente o é em ''grande parte'' e não na totalidade dos atletas . O apagão frente ao grande Peñarol e o vergonhoso e inaceitável blecaute na virada aceita, em casa, para o portoalgrense são exemplos evidentes de que alguma atitude tem de ser tomada.
Mário Sérgio, quando de sua chegada ao Inter, ao dirigir-se ao elenco, disse para motivar o grupo que não podia haver incentivo maior para os jogadores do que vestir a camisa vermelha do Inter, o que é básico, fundamental, constitutivo da identidade colorada. Falcão, enquanto treinador, não conseguiu nem mesmo passar aos jogadores o ''sangue nos olhos'' necessário para vencer uma decisão, mesmo tendo a experiência de um verdadeiro craque em campo, em campo. Como frisamos, o problema não reside apenas em nossa casamata, é mais complexo, envolve direção, vestiário, e culmina na política adotada pelo clube nos últimos anos.
Enquanto o futebol do clube for voltado para aumentar a arrecadação por conta do aumento do número de sócios, teremos em campo uma elaboradíssima peça de marketing, mas não um time guerreiro, aguerrido, COLORADO. E enquanto continuarmos administrando o vestiário de acordo a resguardar e manter os jogadores que mais vendem mercadorias, bonecos e camisetas, e recebem quantias milhonárias todo o mês, estaremos mantendo as posturas, reitero, inaceitáveis que observamos em campo ultimamente; Mazembe, e perder para o portoalegrense em casa, decepções que tendem a tornar-se constantes.
Cabe a ti torcedor dizer não a tudo isso, ao ''oba-oba'', ao ''já ganhou'', aos jogadores que caminham em campo enquando o time perde. Mais que sócios/consumidores das mercadorias do clube, precisamos de torcida, de Portão 8, precisamos contestar essa política administrativa que enquanto esbanja cifras, caçoa de nosso apoio ao clube que amamos.
Queremos um time aguerido, sem general fardado que posa pra fotos antes do mundial e lá em campo vê o time ser derrotado e nem abre a boca. Queremos o Inter de volta, um clube de uma multidão, não apenas de alguns contribuintes.
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